Ser ou não ser… um tijolinho a mais

Um amigo querido me presenteou com os CD’s “Prisma” e “The Wall”, do Pink Floyd. Antiguinho? Talvez. Mas me catapultou de volta à minha adolescência, quando a saudável rebeldia adolescente tomou conta de mim (e “casualmente” quando comecei a estudar astrologia).

Entre essa inefável sensação de flashback, me veio um instante de lucidez sobre os três signos do zodíaco que corporizam essa necessidade de não ser apenas mais um tijolinho na parede (“just another brick in the wall”, como diz a canção).

São os signos de Escorpião, Peixes e Aquário. Espero que sirva para todos que são desses signos ou para quem convive com eles.

O quê há em comum entre eles?

Antes de mais nada, a consciência de não querer ser apenas “mais um tijolo”. Não por uma busca de diferenciar-se, mas por uma natureza que é naturalmente avessa a enquadra-se nos modelos preestabelecidos de mundo. Pessoas desses signos já nascem assim.

Há em comum a natureza potencialmente voltada para a realidade que transcende nossos horizontes individuais, conectada com o que está além das palavras, além do que é visível, dizível, explicável. Os três são regidos por planetas que se localizam além do que nosso olho humano pode ver: Plutão (rege escorpião), Netuno (peixes) e Urano (aquário).

Naturalmente voltados para questões coletivas, filosóficas. Aquele tipo de pergunta “por quê o mundo é assim do jeito que é?” ou “qual é o sentido disso tudo?”, que em geral deixa os outros perplexos, circulam pela cabeça dessas figuras cotidianamente, desde muito cedo na vida. Em algum momento nos damos conta de que nem todo mundo tem as mesmas indagações, inquietações, e muitas vezes nos sentimos descolocados, incompreendidos.

Aí começa nosso caminho… em geral nativos desses signos acabam por fechar-se, e de certa forma desistir de tentar compartilhar essas inquietações. A boa nova é que sempre dá pra gente descobrir um jeito de conversar com o mundo. E diria mais: é necessário.

Meu caminho pra isso foi a astrologia. Primeiro pra entender que eu não era um E.T. (agora parece engraçado dizer isso, mas era assim que me sentia…). Entender que eu sentia uma inquietação própria da minha natureza aquariana. Depois, compreendendo o resto do meu mapa, descobrir quais eram meus caminhos para dialogar com o mundo.

A tranquilidade de se conhecer e entender nossa natureza – talentos e dificuldades – é fundamental para isso.

Reproduzo aqui uma frase de uma pisciniana maravilhosa, que honra com suas palavras a sublime natureza do signo de peixes:

“Acordei cedo, vesti a roupa, calcei os sapatos, tomei café, mas não consegui encontrar minha alma até agora. Passei o dia assim, desguarnecida.”

Lélia Almeida
http://www.mujerdepalabras.blogspot.com

Uma resposta para Ser ou não ser… um tijolinho a mais

  1. Renan disse:

    A questão dos regentes transpessoais assegura esta contemplativa descrição, mas, apesar de Júpiter ser interpessoal, o signo de Sagitário, em algum sentido mais específico ou parcialmente pessoal, também não possui esta visão inata transcendente?.
    Obs.: sou de Pxs.

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