JÚPITER DE NOVO

Antes do planeta Netuno ser descoberto em 1846, o regente de Peixes era Júpiter. Na verdade ele regia dois signos: Sagitário e Peixes. Depois da descoberta de Netuno, Júpiter passa a ser regente apenas de Sagitário. Mas nós vamos encontrar várias semelhanças ou “temas” similares nesses signos.
Um deles é a espiritualidade, a busca do transcendente, a crença (sem razoes concretas) de que existe algo mais na vida do que apenas um dia depois do outro. Na verdade, a palavra crença já expressa bem o sentimento deles. Eles acreditam, só isso. Naturalmente a energia desses dois signos está ligada à fé, aos nossos sistemas de crença, valores éticos. Para as pessoas desses signos, esses sao pontos fundamentais na vida.

O quê diferencia um signo do outro?

Sagitário é signo do elemento fogo É apaixonado em seus ideais de vida e se move com a energia do fogo, vai se espalhando… em muitos casos, sua energia contagiante influencia os outros e suas crenças sao disseminadas e compartilhadas. Existe uma grande vitalidade, uma confiança de quem olha pro futuro acreditando no que vem pela frente, com otimismo – palavra super sagitariana!

Peixes é signo de elemento água. Sua fé vem de uma percepçao de que “o mundo é uma bola só”, sua visao naturalmente dissolve conceitos pré estabelecidos sobre como o mundo é ou deve ser, e ele se rege pelas suas referências internas. Como ele naturalmente sente e percebe um universo nao visível, nao empírico, mas sim sutil e subjetivo, pra ele é mais natural ter fé.

Fé a gente nao explica com argumentos. A gente pode explicar as referências, mas o fato de que aquilo ressoa dentro de nós e nos faz sentido, dá significado a nossa existência, isso é parte do imponderável. E como piscinianos transitam com fluidez entre o concreto e o abstrato, eles podem “cruzar” esse véu imaginário (ainda que imaginário, nos coloca milhoes de impedimentos na vida).

Quando passamos por qualquer trânsito que toque esses planetas no nosso mapa, esse aspecto da nossa vida certamente vai passar por algum tipo de reavaliaçao. Por que cada aspecto que compoe nosso mapa de nascimento encerra em si um potencial de “vir a ser”, como dizia o astrólogo Dane Rudhyar* (1895 – 1985).

Pra mim, a imagem é como um jardim cheio de flores em botao: elas vao desabrochando em seu próprio tempo de acordo com as condiçoes (solo, ar, luz, etc). É assim conosco. Temos os potenciais ali, latentes, mas cada momento da vida nos convida a olhar um certo aspecto distinto de nós mesmos.

Às vezes pode parecer difícil. Mas na verdade a gente pode muito bem se divertir com isso. Ir se revelando, descobrindo… sempre uma surpresa. E como disse Jorge Drexler, artista que eu muito admiro, “hay que amar la trama más que el desenlace”**.
E olha que ele é virginiano!

Bom começo de semana!

* Dane Rudhyar é considerado o pai da Astrologia Humanística
** “temos que amar a trama mais do que a soluçao dela”, do último trabalho dele “Amar la Trama”

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