MILAGRE E MAGIA

…mas que magia é essa,
que milagre é esse…?
(pequeno trecho da cançao “Dona Benta”, do Sitio do Pica Pau Amarelo…)

Lá estava eu de novo, olhando para as mesmas estrelas, no mesmo lugar em que se plantaram dentro de mim as primeiras sementes da astrologia.

Praia.

E lá estavam elas: as três marias. Tudo parecia igual. Desnecessário dizer, claro que nao era tudo igual.

Mas céu, estrelas e mar… algo nessa conjunçao me levou a pensar sobre a inspiraçao do mar sobre nós, o efeito que nos provoca. Como diz a letra da cançao, qual é essa magia, qual é o milagre que se produz? Duas palavras tremendamente piscinianas.

Devo confessar que estou há dias “namorando” a tela do computador, sem saber bem por onde começar as minhas infinitas reflexoes sobre esse signo. Talvez isso em si já seja uma marca de peixes: difícil definir, expressar, materializar. Magia e milagre, coisas tao sutis, coisas do inexplicável. Tenho certeza que a mençao de céu, estrela e mar pra um pisciniano nao precisa de muito mais explicaçao. O resto fica por conta da imaginaçao deles, que é uma caixinha de pandora, tem de tudo ali dentro, é inesgotável.

Peixes é a água do mar (os outros signos de água, câncer e escorpiao, sao representados pela água de lagoa e pela lava de vulcao, respectivamente). Esse sentimento de infinito sem limites que o oceano nos produz, é exatamente a energia mais potente desse signo: aquilo que evoca dentro de nós o transcendente, aquilo que as palavras nao alcançam traduzir.

Isso é peixes, pra começar a falar dele. Subjetivo demais? Pois é assim esse arquétipo. Mas nao se iludam pensando que subjetividade é sinônimo de fraqueza ou debilidade. É só pensar num tsunami. Dispensa comentários.

Dia desses estava conversando com um taurino, e ele me disse que tem “nervoso de mar”, “é tudo muito aberto, sabe? “.

Sei.

Imagino que um taurino possa realmente ter essa sensaçao na beira do mar.
É um convite a fundir-se com o horizonte, a esquecer que somos uma pessoa aqui desse lado do oceano, e perder-se nesse grande planeta, a Terra.
Dá susto, sim. E às vezes até nos próprios piscinianos.

*****
foto do Rio da Prata, desde a rambla de Montevideo. É um rio, mas como nao se vê o outro lado, só o horizonte, eles carinhosamente o chamam de “mar dulce”. E ai de quem disser que vai tomar banho no rio!!

2 respostas para MILAGRE E MAGIA

  1. perla disse:

    sim, lindinha, é isso! “É um convite a fundir-se com o horizonte (…)e perder-se nesse grande planeta” É estar cara a cara com a nossa finitude. Que venham as águas!

  2. gabriela disse:

    bah….eu me vi direitinho nessa descriçao de um pisciano na frente do mar. Isso que eu tenho o ascendente e lua em peixes…achei que esse efeito que o mar tem sobre mim era comum a todos os mortais…mas pelo jeito não é né? adorei!!

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