TESTEMUNHO

Queria aproveitar a passagem do sol por aquário e prestar homenagem à grande “mama” da astrologia em Porto Alegre, Emma Costet de Mascheville.

Dna. Emi, aquariana do dia 5 de fevereiro foi a pessoa que criou toda uma geraçao de astrólogos aqui. Eu nao tive o privilégio de pertencer a essa geraçao, mas sou da seguinte: fui aluna dos alunos dela. Acho que de certa maneira, a presença dela esteve sempre por perto, seja nas folhas mimeografadas (alguém se lembra do quê é isso????) que eu ainda tenho ensinando como se calcula um mapa, seja na inspiraçao para que nós pensemos astrológicamente, trazendo a astrologia para o nosso cotidiano, seja em todo material que eu tenho coletado dos meus primeiros estudos, que tem sua origem toda nela. Meus professores ( ou quase todos eles) foram seus alunos e transmitiam um pouco da energia dela em cada aula. Dna. Emi estava sempre lá, brilhando como um farol pra todos nós.

Dizem que astrologia é uma coisa aquariana. Desde que começei a estudar astrologia, sempre escutei isso. Se é verdade ou nao, pode ser discutido. Mas que uma das minhas grandes influências dentro da astrologia começam com uma aquariana, isso é incontestável. Na verdade, com duas: Dna. Emi, que ensinou o significado das estrelas, e minha avó, também aquariana, que me ensinou a olhar pro céu (ver post “as tres marias”).

Voltando ao tema do signo em si, estive pensando no lado positivo e negativo dessa rebeldia (palavra 100% aquário!!) tao típica. Por um lado, há uma inquietaçao, um nao conformar-se, uma necessidade de buscar algo mais do que é a nossa realidade aparente e cotidiana. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais aquarianos buscam entender essa linguagem celeste, vasta, tantos pontos brilhantes no céu… algo deve significar. A maioria dos aquarianos, desde muito cedo, buscam caminhos e linguagens alternativos para tentar entender o mundo.

Talvez quando mais jovens, podemos manifestar essa rebeldia de uma maneira de certo modo até agressiva. Pra derrubar o que já está estabelecido, a gente precisa usar força, energia. Ou pelo menos sentimos assim. Depois, o ideal é que a gente vá “fazendo as pazes” com as estruturas, tranquilamente. Cada macaco no seu galho, como tao bem diz o ditado. Pois é um grande, fundamental aprendizado, ao meu ver, juntar as duas coisas. Montar as estruturas e bases para que nossos sonhos e aspiraçoes possam se manifestar nesse mundo, mas que sejam fundaçoes flexíveis, para que no momento em que é preciso um sopro de renovaçao, isso possa acontecer. E quem sabe (será delírio da minha mente aquariana??) as duas coisas podem andar juntas, no mesmo passo.
Para as pessoas desse signo, o mais difícil é aceitar a sua própria limitaçao (somos seres humanos!). Que dirá a limitaçao dos outros, do mundo?

Um dos inspiradores dessa minha reflexao é o músico uruguayo Luciano Supervielle. Para mim, é um exemplo perfeito de um convívio pacífico, frutífero e tremendamente criativo do tradicional com o moderno. Um se soma ao outro.

Provavelmente poderíamos mencionar vários outros exemplos, mas nessa semana ele esteve invadindo meu cotidiano de muita música, entao, créditos a ele!

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foto de Nicola Spolidoro, em Atlanta, USA.

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