ANCESTRALIDADE

3 de janeiro de 2010

Pra mim essa palavra tem tudo a ver com capricórnio. A gente pode falar dos signos a partir de varios pontos de vista. É como um caleidoscópio, cada vez que a gente vira, olha por outro ângulo, vê uma imagem diferente.

Essa reflexao me veio à mente durante esse calmo feriado – calmo pra quem ficou na cidade, como eu, pois casualmente passei por vários lugares de Porto Alegre que sao “guardioes” de pedaços da minha história de vida. E essa história nao se refere só ao lugar, o espaço físico, a cidade. Se refere às lembranças que eu tenho daquilo que vivi ali. É perfeito: capricórnio e câncer, seu signo complementar; a memória física e a emocional. Sempre andam juntas.

Pensando bem, tudo o que nós somos, fazemos, criamos nessa vida, está fundamentado nisso, de onde viemos, o quê temos como base, como estrutura?
É a partir disso que vamos caminhando pela vida.

Até os aquarianos mais rebeldes (como eu) tem que admitir que é necessário ter um chao, uma referência (concreta e emocional). A gente pode crescer e mudar tudo, nao querer mais aquelas memórias, elas nem sempre sao agradáveis… mas mesmo assim, tem aquele ponto de partida, e a partir disso nós refletimos, exercitamos nosso discernimento. E podemos construir algo no mundo, ou na nossa vida.
Atividade extremamente capricorniana, construir.

Queria lançar as bases de 2010 com uma perspectiva positiva, já que sinto que temos muito pra aprender com esse signo. Pra turma que já conheçe um pouco de astrologia, Plutao agora transitando o signo de capricórnio nos traz justamente essa possibilidade, revelar e trazer à luz as qualidades desse arquétipo.

Como tudo tem (pelo menos) dois lados, resolvi começar 2010 evocando o lado “luz” de capricórnio. A memória, a nossa história, os afetos que foram nos construindo e fazem de nós os seres humanos que somos, nesse momento.

Memória pessoal, memória coletiva, tudo guardado e preservado por esse signo.

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a foto acima, faz parte da minha memória pessoal. Pra quem viveu, é a árvore da estrada da chacrinha…


O Movimento Slow

19 de novembro de 2009

“Quando as coisas acontecem depressa demais, ninguém pode ter certeza de nada, de absolutamente nada, nem de si mesmo”
Milan Kundera, Slowness

 

Já faz algum tempo, li num dos meus blogs favoritos um post falando sobre o movimento “slow”. Parece que começou como uma reaçao ao fast food, e se gerou o slow food (aliás, nome de um excelente trabalho da banda paulistana Nouvelle Couisine). Parece que mais que um movimento, era uma necessidade e o negócio foi se espalhando, slow food, slow music, slow vida. Diminuir o ritmo.

Sincronicamente, eu pensando nisso e “cai” nas minhas maos uma revista com um artigo sobre isso: curto e direto, falando da necessidade de tornar o ritmo da nossa vida mais lento.

Falar disso nos faz voltar ao tema “Saturno” com o que eu considero um dos grandes ensinamentos de Saturno: ou a gente diminui o ritmo por bem… ou por mal! Melhor a gente se dispor a prender, nao é?

Quando a gente está no tal Retorno de Saturno, ou com algum trânsito de Saturno importante no mapa essa sensaçao de tudo slow, lento pode ser bastante predominante. Ainda mais se normalmente nós temos um ritmo acelerado. Aí o contraste é gritante. A gente pode escolher: brigar com a vida por que nada anda (já imaginaram que estress??) ou topar o que o momento nos traz, e tentar dentro do possível diminuir nosso ritmo. Por exemplo, nos últimos 2 anos mais ou menos, Saturno estava transitando o signo de Virgem, e isso certamente produziu nos virginianos em geral essa desconfortável sensaçao de que a vida estava “trancada”.

Se isso é muito difícil, informe-se sobre esse movimento mundial. Talvez facilite pensar que nesse momento em vários lugares do planeta há pessoas pensando sobre como desacelerar a vida (há uma conferência anual na Áustria para isso). Eu sempre percebo que pra alguns de nós pode ser mais fácil transformar algo em nossas vidas se sabemos que estamos dentro de um movimento coletivo, que há várias pessoas pensando e buscando isso também.

E um trânsito de Saturno é um prato cheio para aprender isso. Melhor, impossível. Por que realmente, tudo anda devagar… a gente fica mais lento. Por que nao aproveitar entao? Tem várias coisas que a gente nao consegue fazer normalmente por essa famosa “falta de tempo”. E quando dá aquele tempinho sobrando de bobeira, nós já temos uma listinha mental de mil e uma coisas que queremos fazer… e o nosso suposto tempo de lazer acaba virando uma cruzada contra o relógio.

Quando Saturno chega pra mostrar seus ares no nosso mapa, nao dá.
E eu percebo que essa é uma das angústias que nos bate num trânsito de Saturno. A coisa para mesmo, nao vai no ritmo e velocidade que a gente quer, ou que está acostumado. Entao, se esse for o seu caso, o melhor a fazer é relaxar. O trânsito passa, a gente volta ao nosso ritmo normal, mas quem sabe Saturno pode ter nos ensinado a saber dosar um pouco mais o Tempo na nossa vida. Pode ter nos ensinado a colocar limites no que eu vou fazer hoje, o que eu vou fazer amanha… limite no nosso hábito de fazer 500 coisas ao mesmo tempo. Uma de cada vez, priorizar o tempo, a nossa energia e a qualidade do que estamos colocando no universo.

Como eu disse num post anterior, Saturno também corporiza a face do Mestre. A gente tem muito a aprender aí. Vale a pena!

A foto acima foi tirada num desses momentos, depois de um intenso dia de trabalho, em que eu senti que precisava “slow down”… na Redençao, Porto Alegre.


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