A FORÇA DA VIDA

10 de outubro de 2010

“Quando sentirai la forza è dentro noi
che afferra le tue dita
La riconoscerai
La forza della vita che ti transcinerà con se
Che sussurra intenerita:
Guarda ancora quanta vita c’è!”

Ouvindo um cd já antiguinho, “Equilíbrio distante” do Renato Russo, fico impressionada com a tranquilidade dele frente a esse momento tao delicado: a morte.

Ele gravou esse cd todo em italiano, uma beleza, pouco tempo antes de morrer. Em verdade, já parte de um processo de ir apagando sua luzinha nesse mundo. E a surpresa é quanta doçura se sente na voz dele. Como alguém que tem profunda gratidao pela vida e pelo que viveu e está se despedindo. Com o coraçao leve. Pode que nem todo mundo concorde com esse ponto de vista, mas eu ouço ele cantando e sinto isso, um “estar partindo em paz”.

Sabedoria, nao?

Que arquétipo zodiacal a gente poderia associar com isso? Os senhores dos ciclos que encerram fortes experiências na nossa vida sao Saturno e Plutao. Ok, eu imagino vários dos meus leitores-amigos lendo esse post e pensando “viu, esses dois sao terríveis!!”. Tenho uma amiga querida que faz planos de explodir os dois, vejam só.

Mas por que será que nós relutamos tanto com esses finais? Apego, ilusao de manter tudo de acordo com o que queremos, controle…? Várias outras possibilidades.

Fato é, que nessa manha de domingo, a voz do Renato Russo me lembrou que é possível despedir-se com doçura, com gratidao, em paz.

Despedir-se da vida (como no caso dele), despedir-se dos nossos vários “eus”, que vao se sucedendo ao longo da nossa história.

Talvez isso seja um assunto escorpionino, mas a reflexao surgiu hoje, enquanto o sol ainda passeia pelo signo de Libra.

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Traduçao livre:

“Quando você sentir que a força está dentro de nós
nos segurando forte pelos os dedos
você vai reconhecer essa sensação
A força da vida
Nos leva com ela
Sussurrando ternamente:
“Veja quanta vida ainda há!”

http://www.vagalume.com.br/renato-russo/la-forza-della-vita.html#ixzz120SUGbUY


SOBRE O CÉU DE JULHO

29 de julho de 2010

Todo mundo tem me preguntado nos últimos dias “ o que está acontecendo no céu?”. A gente se sente mais tenso, cansado, gente ficando doente, etc… vocês devem estar vendo isso por aí, ou sentindo na própria pele.

Entao é uma pergunta pertinente: o quê está acontecendo no céu?

Realmente temos nesse momento uma configuraçao planetária bastante tensa. Uma configuraçao que envolve vários planetas – entre 29 e 30 de julho, inclui 5 planetas no céu: urano, júpiter, saturno,marte e plutao. Isso acontece uma vez a cada muitas centenas de anos… todos juntos. Quando esse tipo de configuraçao se produz no céu, podem surgir vários efeitos aqui no plano terrestre. Dependendo do nosso mapa, cada um de nós vai sentir isso de uma maneira diferente.

Hoje uma pessoa muito sensível e perceptiva, dessas que a gente diz que tem as antenas ligadas captando tudo ao redor, me contava de sonhos que ela tem tido que sao muito simbólicos da energia tensa que está se manifestando coletivamente nesse momento.

Como já sabem, eu nao costumo fazer previsoes. Mas é evidente que vao surgir a nível coletivo situaçoes conflitivas. E quem sabe, nas nossas vidas também. O que eu sempre me pergunto é o quê se pode entender, integrar nesses momentos na nossa experiência de vida? Se somos do tipo mais psíquico e sensitivo, é uma boa oportunidade de “afiar” as antenas e compreender como nossa intuiçao funciona e nos faz captar essa energia que está pairando no ar, digamos. Tipos peixes/netuno, escorpioes/plutao sao bastante sensíveis a esses movimentos. Idealmente, claro, além de sentir e captar essa vibraçao toda, é interessante que nós possamos agir de uma foma construtiva a partir disso. Mas aí já é outro assunto.

Alguns de nós ficamos literalmente atordoados; as coisas na nossa vida parecem de repente inexplicavelmente tensas, difíceis, ficamos mais cansados que o normal e quem sabe, até mais irritados.

Seja o que for que possamos experimentar, a nível pessoal ou coletivo, sempre é uma excelente oportunidade de olhar para nossa própria vida e rever aquilo que está sendo mexido, aquela área que está sendo tocada. Nem sempre as reflexoes precisam ser conclusivas, ou seja, nem sempre elas precisam nos conduzir a um ponto final. Simplesmente pensar, refletir, sentir o que está se “desacomodando” dentro ou fora da gente. Às vezes é só um desassossego que nos leva a olhar as mesmas coisas de uma maneira diferente.

Com isso nao estou afirmando que nao possam acontecer fatos significativos no mundo e no planeta. Mas já há tantos fatos importantes ocorrendo nesse momento.

Minha aspiraçao é que as transformaçoes se processem dentro de cada um, na forma de um questionamento profundo sobre com que qualidade e alegria estamos vivendo nossas vidas.

E principalmente, como boa aquariana, lembrar que podemos pensar em como solidarizarnos com circunstâncias dolorosas ou impactantes que ocorrem com nossos irmaos de qualquer parte do planeta.

foto: http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/astropix.html


SER OU NAO SER

13 de janeiro de 2010

O último post publicado no site rendeu um comentário muito apropriado. Me escreveram comentando “mas eu conheço uma pessoa de capricórnio que nao é nem de perto parecida com isso!”. Achei ótimo, pois isso nos leva a um assunto que é comum a todos os signo e à astrologia em geral.

Antes de mais nada, eu sempre digo que a gente nao deve tentar pegar uma pessoa e “colocar” ela dentro do signo. Muitas vezes, nós nao somos conscientes de todo o potencial que temos, e é claro, nao o usamos. Fica latente, ali dentro de nós, mas nao se expressa.

Depois, nós teríamos que considerar que uma pessoa é um conjunto de vários elementos astrológicos: nao apenas o signo solar, mas também temos as posiçoes de lua, mercúrio vênus, marte, júpiter, saturno, urano, netuno e plutao. Além disso, a interaçao entre todos esses elementos é que compoe a dinâmica do mapa, a forma mais ou menos consciente e fluida que temos para manifestar nossas potencialidades.

Realmente, às vezes conhecemos alguém que nao se “encaixa” nas descriçoes correspondentes ao seu signo solar. Mas precisamos levar tudo isso em consideraçao.

Creio que esse é um dos grandes valores da astrologia: nos tornar conscientes daquilo que podemos, dos nossos talentos, e dos obstáculos que eventualmente podemos encontrar para manifestar esse talento.

É isso o que eu tento (sublinhemos tento) fazer como astróloga. Deixar evidente a riqueza interior que temos a nossa disposiçao, e indicar os caminhos que podem nos conduzir à expressao dela.

Afinal é um “mapa” astral, nao? Para nos guiar.

Espero ter respondido (ou pelo menos lançado uma luz) a questao!


RETORNO DE JÚPITER

10 de dezembro de 2009

Podemos ser bastante injustos com certos planetas. Ou melhor, preconceituosos.
Temos uma impressao bastante “feia” dos trânsitos de plutao. Como diz uma amiga minha, “pô, esse cara já nao é nem mais planeta e ainda assim faz essa bagunça toda na vida da gente??”. Mas fazendo jus ao que há de mais precioso num trânsito de plutao, eu estou literalmente repassando minha vida (sim, estou num belo trânsito de plutao!!) e aí o tema desse post: tenho encontrado verdadeiras pérolas, coisas que eu mesma havia produzido há anos atrás, e estavam encaixotados em algum lugar do planeta – literalmente. Eu queria escrever sobre os ciclos de Júpiter, e aí encontrei esse material que eu escrevi em 1995 (!!). Ediçao revisada, aí vai ela.

A gente pensa que só existe o retorno de Saturno, e como eu escrevi nos posts sobre esse assunto, todo mundo bota a culpa nele pelas desgraças da vida. É tipo mulher e TPM, vai tudo mal na vida? “ah, é que estou no retorno de saturno”…

Entao, surpresa. Também tem o retorno de Júpiter. A bem da verdade, tem retorno de todos os planetas, pois essa é uma expressao que a gente usa para designar o movimento do planeta ao redor do sol, ou seja, seu período de translaçao. Os planetas até Marte, por serem mais próximos do sol, tem um período de translaçao curto, de meses, quando muito. Mas a partir de Júpiter a gente já está falando de ciclos grandes na nossa vida.

Júpiter leva aproximadamente 12 anos para dar uma volta ao redor do sol. Entao a cada 12 anos mais ou menos a gente passa por um retorno de Júpiter. Façam as contas, 12, 24, 36, etc…é por aí que estaremos passando por nossos ciclos de Júpiter.

Claro que dependendo da posiçao dele no nosso mapa natal esses períodos vao ter diferentes características. Mas tem alguns princípios básicos que Júpiter simboliza (e sagitário compartilha) e eles sempre estarao presentes.

Júpiter nos ensina que em certos momentos da vida é necessário olhar além das fronteiras da nossa realidade imediata, daquilo que nos cerca. Ele é o planeta que nos impulsiona a crescer, olhar para fora, para frente e pensar como podemos melhorar. Durante trânsitos de Júpiter podemos descobrir quais sao nossas metas de vida, como ir atrás delas. Com Júpiter temos a possibilidade de estender, crescer, evoluir.

Ele é como fermento: é necessário para fazer um bolo crescer. Mas se colocamos demais, o bolo nao dá certo. Com Júpiter é igual. Se nao aproveitamos a energia de crescimento e expansao que ele nos traz naturalmente, provavelmente perdemos oportunidades de fazer “up grades” na nossa vida. Em momentos de retorno de Júpiter, é como se tivéssemos aquele grilo falante no nosso ombros dizendo “vai lá, você pode!”. Mas se a gente toma uma postura meio cega, se deixa levar por um otimismo infundado ignorando completamente questoes práticas do que quer que seja que vamos fazer, também pode nao dar certo.

Segue no próximo post


FRUTOS

14 de novembro de 2009

ibere

Frutos da proposta do Sarau Astrológico. O texto que estou postando hoje é de uma escorpionina, estudante de astrologia, pintora, artista. Pessoa muito querida e importante na minha história de vida. Como boa escorpionina, ela mergulhou fundo no espírito do Sarau, e eu pedi que ela escrevesse algo, expressando a percepçao que ela teve do tema. Aí vai…

“Escorpiao regência Plutão…
Por sugestão da Angela, fui procurar livros, discos, filmes….que remetessem a mitos referentes ao signo e ao planeta em questão…
Escolhi algum material gráfico sobre Picasso, que eu já sabia ser de escorpião (25/10/1881) observando no seu trabalho, quais características do signo eram evidentes em seus quadros.
Para mim, ele “ensinou” AUTONOMIA na criação….deixando fluir diretamente a intenção para o suporte. Pintando e repintando sobre as telas até chegar ao “esgotamento”…Daí partia para outra obra.
Dificilmente as primeiras pinceladas eram definitivas, ou determinariam o resultado final que, do ponto de vista pictórico, era sempre inesperado.
Ainda conjeturando, pensei em Iberê Camargo, artista gaúcho cuja dramaticidade das obras eu me identificava, sem saber seu signo.
Obras densas, muita tinta, a massa de tinta sobreposta em muitas camadas, convulsivamente transformada em figuras fantasmagóricas, esqueletos.
Imagens difusas, surreais. Fantasmagóricas. E ainda assim belas.
Em Picasso a beleza, a valorização do corpóreo. Materialização do prazer. A sexualidade e os prazeres. Em Iberê , a morte, a angustia de viver e a necessidade de repetir pinceladas sobrepostas até a exaustão, trazendo lá do fundo a forma inesperada. Busco a biografia do gaúcho..Sim, Iberê nasceu em 18 de novembro de 1914!
Ambos, registrando em suas obras , deixam-se aprofundar sem limites e sem nenhuma concessão e compulsivamente deixam emergir a nova forma, nem sempre esperada. Essa autonomia, talvez, gere o mistério que permeia o signo de escorpião e seu regente Plutão.
Dói mais resistir as mudanças do que aceita-las.”
Perla Graeff


ALQUIMIA DA ALMA

11 de novembro de 2009

 

cabo polonio

“… no es la luz lo que importa
en verdad
son los 12 segundos de oscuridad …”

Jorge Drexler, cantautor uruguayo

Perfeito para nosso atual assunto, Escorpiao/ Plutao.

Os doze segundos de escuro que de repente nos assaltam em momentos escorpiônicos da vida…
Como no mito de Perséfone, sao doze segundos que nos levam abruptamente para o mundo subterrâneo – o nosso.

Imaginem entao, os escorpioes que vivem entre mergulho e mergulho de segundos nas suas profundezas… no profundo da vida, de cada gesto e detalhe, cada movimento.

Essa cançao de Drexler (que eu muito aprecio, pra nao dizer que sou fa) sempre me inspirou essa reflexao – sao os 12 segundos de escuro, até que o farol volte a girar e brilhar do nosso lado (até onde se sabe, a cançao foi inspirada no Farol de Cabo Polonio, litoral uruguayo).

A idéia é bem cíclica.

Escorpiao é um signo de ciclos, nos ensina sobre eles. Morte e renascimento, luz e sombra, dia e noite. Um dos mitos gregos com o qual é muito associado é o Rapto de Perséfone. Ele nao só exemplifica vários aspectos desse arquétipo escorpiao/plutao, mas também se diz que esse mito explica a origem das estaçoes inverno/ outono – primavera/verao.
Ciclos.

Há uma volta, um renascimento. Mas a sensaçao pode ser essa: ser “raptado”, levado de uma forma inequívoca a olhar aspectos de nós mesmos que até agora estavam ignorados. E quem sabe, a gente preferia que ficassem lá, guardadinhos…

Dá pra entender um pouco a forma de ser dos nossos queridos escorpioes (pra quem convive com algum) que às vezes dao a impressao de estarem em outro planeta, tao enrolados em alguma questao existencial profunda, que para qualquer outro “habitante” do zodíaco nao tem o menor sentido… mas ele faz esses mergulhos profundos. É da sua natureza.

A gente pode relaxar.
Há um silêncio que acompanha esses momentos. Também é da natureza dos escorpioninos, em geral, gostar de silêncio. Claro, dependendo do mapa como um todo, eles podem gostar de família, gato, cachorro, papagaio… mas tem aquele momento de ficar quietinho, reabastecendo a energia. É necessário.

Como com qualquer signo do zodíaco, a gente vai encontrar os escorpioes mais tipo “sombra”, que ficam parados no aspecto do ciclo que está terminando. Eles eventualmente se esquecem que vem um novo ciclo aí.
Mas existem muito escorpioninos com uma tremenda lucidez desse processo, e eles vivem muito bem esse contínuo absorver-transmutar-gerar algo novo.
Coisas muito importantes: pessoas desse signos sao muito perceptivas e de verdade captam e absorvem muito o ambiente que está ao redor. Nem sempre eles tem consciência dessa habilidade. Parte da tarefa de um escorpiao é justamente perceber essa sua capacidade, e aprender a utilizá-la de uma forma construtiva. Ou seja, criando algo com aquilo que ele percebe, vê, sente.

A gente nao diria que escorpiao é um signo criativo, expressao normalmente associada aos signos de fogo (áries, leao, sagitário). Mas existem formas e formas de criar. Escorpiao é o grande reciclador do zodíaco. Essa é sua maior habilidade e ao mesmo tempo sua grande tarefa. Reciclar, transmutar, ou como diria um grande amigo meu, é a “Alquimia da Alma”.

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foto: Cabo Polonio, Uruguay


SIGNO DO MÊS ESCORPIAO

25 de outubro de 2009

 

Rodin o beijo

“Eu escolho um bloco de mármore e tiro dele tudo o que nao preciso”.
Auguste Rodin (1840 – 1917) escultor francês.

 

Foi por acaso que relendo um antigo livro, vi essa citaçao de Rodin. Bom, como a gente já sabe, ou pelo menos desconfia, nada é por acaso.

Andava eu pensando em Escorpiao, afinal o sol entrou nesse signo no seu passo anual (dia 23/10, aproximadamente às 7h00 AM, hora solar). E creio que é dos signos que mais sofre preconceito, de todos os doze do zodíaco.

Entao a ele vamos: pra mim, a frase de Rodin expressa de uma forma brilhante o signo de escorpiao, ou pelo menos uma das suas faces. Nao é à toa, ele era desse signo (12 de novembro de 1840, Paris).

Quando a gente fala de um signo, está implícito a energia do seu planeta regente, que nesse caso é Plutao. Plutao, planeta? Sim, e já de passagem respondo a uma das várias perguntas que tenho recebido através do blog. E veio de uma leitora de honra, minha mae (uma esorpionina, claro…).

Em termos técnicos a Uniao Astronômica Internacional aprovou em agosto de 2006 que plutao é considerado um “planeta anao”, e pertence à categoria dos “objetos transnetunianos” (corpos celestes que estao depois de Netuno).

Do ponto de vista da astrologia, isso relamente nao interfere. A palavra planeta significa “errante”, aquilo que se move no céu. E no nosso sistema solar há uma infinidade de corpos celestes que se movem.

Para nós, astrólogos, os planetas simbolizam padroes de energia, ou quem sabe poderíamos chamar de arquétipos. Eles simbolizam um nível de experiência, que é comum para todos nós. Nao quero me alongar numa explicaçao profunda, por que seria muito filosófica, e nao é a idéia aqui, mas quem quiser entender esse processo mais a fundo, entre em contato.

A questao a ficar clara, pra que a gente possa começar a mergulhar no universo escorpiao/ plutao, é ter claro que o fato de ele ter mudado de categoria em termos astronômicos, isso nao influência o que ele simboliza como arquétipo para nós. E a astrologia vai trabalhar com esse arquétipo.

Sempre me pergunto por que as pessoas em geral tem tanto preconceito com Escorpiao. Bom, talvez essa frase de Rodin explique um pouco. Escorpiao simboliza uma força muito profunda, que nos leva à essa experiência de tirar tudo que nao serve e ficar só com o essencial. Alguém pode estar lendo isso e fazendo uma careta, tipo “coisa mais desagradável”… pois é. Às vezes, em frente aos escorpioninos, a gente se sente assim: as nossas artimanhas, máscaras, esquemas de proteçao, simplesmente nao funcionam. Escorpioes tem o talento de ir direto ao que é essencial, ao que nós mesmos às vezes nao sabemos que é a nossa essência. Eles tem esse “olhar biônico” (lembram do Ciborg…?). Vai lá no fundo da gente.

Na verdade, às vezes o nosso desconforto frente ao olhar – sim, reparem bem nos olhos de um escorpionino, nao é nem sentir que nao se consegue esconder nada dele. O olhar dele eventualmente pode nos mostrar o que estamos tentando esconder de nós mesmos… e aí pode complicar. Pelo menos a gente pode se sentir incômodo, se é que andamos querendo nos esconder de nós mesmos… nem preciso explicar, quem já nao fez isso?

Bom, escorpiao/ plutao acho que vai nos render muitos posts…
Esse foi só pra começar.

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Para quem quiser aprofundar o aspecto astronômico do assunto, recomendo o site do Planetário de Madrid (www.planetmad.es), um dos mais objetivos e simples de navegar.


O RETORNO DE SATURNO

18 de outubro de 2009

p1050643

Bom, já que a idéia do blog nao é ter uma sequência didática, vamos a um dos temas mais atuais: o famoso “Retorno de Saturno”.

Nos últimos dias, a frase que eu mais escutei certamente foi “minha vida está tao difícil, acho que estou no retorno de Saturno….”
Como astróloga me pergunto de onde saiu esse preconceito todo com relaçao à Saturno? Há tantos planetas que em trânsito sao muito mais difíceis que Saturno. Plutao, por exemplo; tenho uma amiga que saiu com essa pérola “plutao arrasa quarteirao!” (claro, nesse momento ela estava em um trânsito bastante tenso de plutao).

Entao vamos esclarecer as coisas.

Retorno de Saturno é um termo usado para definir o momento em que Saturno, no seu movimento de translaçao, volta ao mesmo ponto em que estava no nosso nascimento. Isso ocorre lá pelos 28, 29 anos. Já viram, é a tal “crise dos 30”.

Obviamente é um período de amadurecimento – quem tem mais de 30 anos, pense em como foi sua vida entre os 28 e 30 anos.
Aí está o precioso da astrologia: para cada pessoa, o Retorno de Saturno vai ter uma qualidade diferente, dependendo basicamente do mapa natal de cada um e do que Saturno representa para nós.

Saturno representa os nossos limites. É o último planeta que se pode avistar a olho nú da Terra. Até 1781 (quando foi descoberto Urano), ele era considerado o fim do sistema solar.

Na mitologia grega ele é Kronos (o Tempo) e o mito que envolve os dois (Urano e Saturno) ilustra com precisao essa face limitadora, castradora de Saturno.
Entao ele simboliza aquilo que nos limita, nos freia, nos impede de prosseguir com rapidez; é o senhor Tempo, que nos força a ter paciência para esperar que nossos projetos frutifiquem. Ele nos mostra muito claramente onde estao nossas limitaçoes, e como lidamos com elas.
continua no próximo post


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