Ser ou não ser… um tijolinho a mais

5 de março de 2012

Um amigo querido me presenteou com os CD’s “Prisma” e “The Wall”, do Pink Floyd. Antiguinho? Talvez. Mas me catapultou de volta à minha adolescência, quando a saudável rebeldia adolescente tomou conta de mim (e “casualmente” quando comecei a estudar astrologia).

Entre essa inefável sensação de flashback, me veio um instante de lucidez sobre os três signos do zodíaco que corporizam essa necessidade de não ser apenas mais um tijolinho na parede (“just another brick in the wall”, como diz a canção).

São os signos de Escorpião, Peixes e Aquário. Espero que sirva para todos que são desses signos ou para quem convive com eles.

O quê há em comum entre eles?

Antes de mais nada, a consciência de não querer ser apenas “mais um tijolo”. Não por uma busca de diferenciar-se, mas por uma natureza que é naturalmente avessa a enquadra-se nos modelos preestabelecidos de mundo. Pessoas desses signos já nascem assim.

Há em comum a natureza potencialmente voltada para a realidade que transcende nossos horizontes individuais, conectada com o que está além das palavras, além do que é visível, dizível, explicável. Os três são regidos por planetas que se localizam além do que nosso olho humano pode ver: Plutão (rege escorpião), Netuno (peixes) e Urano (aquário).

Naturalmente voltados para questões coletivas, filosóficas. Aquele tipo de pergunta “por quê o mundo é assim do jeito que é?” ou “qual é o sentido disso tudo?”, que em geral deixa os outros perplexos, circulam pela cabeça dessas figuras cotidianamente, desde muito cedo na vida. Em algum momento nos damos conta de que nem todo mundo tem as mesmas indagações, inquietações, e muitas vezes nos sentimos descolocados, incompreendidos.

Aí começa nosso caminho… em geral nativos desses signos acabam por fechar-se, e de certa forma desistir de tentar compartilhar essas inquietações. A boa nova é que sempre dá pra gente descobrir um jeito de conversar com o mundo. E diria mais: é necessário.

Meu caminho pra isso foi a astrologia. Primeiro pra entender que eu não era um E.T. (agora parece engraçado dizer isso, mas era assim que me sentia…). Entender que eu sentia uma inquietação própria da minha natureza aquariana. Depois, compreendendo o resto do meu mapa, descobrir quais eram meus caminhos para dialogar com o mundo.

A tranquilidade de se conhecer e entender nossa natureza – talentos e dificuldades – é fundamental para isso.

Reproduzo aqui uma frase de uma pisciniana maravilhosa, que honra com suas palavras a sublime natureza do signo de peixes:

“Acordei cedo, vesti a roupa, calcei os sapatos, tomei café, mas não consegui encontrar minha alma até agora. Passei o dia assim, desguarnecida.”

Lélia Almeida
www.mujerdepalabras.blogspot.com


TERREMOTO

28 de fevereiro de 2010

Pois é, a gente tem que cuidar com o que fala… no último post que eu publiquei eu mencionei que na sensibilidade pisciniana nao tem nada de fragilidade, e que era só pensar num tsunami… a força da água. Ontem pela manha quando vi as notícias, gelei. Eu vivi no Chile, e tenho muitos amigos e queridos lá. Até onde pude ter noticias deles, tudo bem. Mas é uma grande tragédia para o país, e é claro que eu fiquei pensando… entao substituo o texto que já estava pronto por esse, pra falar desse aspecto de Peixes/Netuno.

Todos os signos tem um planeta regente, como eu em geral menciono. A energia do signo e do planeta sao bastante parecidas em termos de simbolismo, de arquétipos que eles representam. Na mitologia grega, Netuno, ou Poseidon (nome grego) era o Deus dos mares e oceanos. Ele era o responsável pelos terremotos, maremotos e certamente tsunamis – que provavelmente nao tinham esse nome ainda. Cada vez que Netuno se “enfurecia”, ele sacudia a terra, assim aparece em algumas histórias. Existe até uma versao de que a queda de Tróia foi causada por um grande terremoto.

Enfim, independente dos mitos, que devem ter infinitas facetas e versoes, fato é que a força da terra tremendo, de uma onda gigantesca se levantando no mar, é algo muito impressionante. Me passa aquela imagem da energia peixes extravasando descontroladamente… eu já estive num tremor de terra no Chile. A diferença de tremor e terremoto é a pontuaçao na escala richter. Eu estive a 20 km do epicentro de um tremor de grau 6. Foi suficiente pra eu poder imaginar o impacto que deve ter sido esse, e o mais impressionante – de dentro da terra sai um ruído, como se fosse um animal ferido, um rugido de leao, sei lá. Muito, muito, muito impressionante.

Estou escrevendo tudo isso só pra ilustrar essa força subjacente mas tremedamente potente dos piscinianos. Força que constrói ou destrói. Num caso individual, a eles mesmos. Num caso coletivo, isso a que assistimos.

Os nativos de peixes, em geral, tem um feeling muito aguçado. Eles sao do tipo que tem “premoniçoes”, intuiçoes de coisas que vao acontecer. É uma dos aspectos da sensibilidade deles, pressentem as coisas. Entao como isso poderia funcionar de uma maneira positiva num caso desses? Se a pessoa de peixes tem consciência desse seu potencial e aprendeu a utilizá-lo de forma positiva, ele provavelmente levaria a sério um “feeling” e sugeriria como quem nao quer nada “quem sabe vamos passar um final de semana em Arica?” (norte do chile, nao foi abalado pelo terremoto). Nao pergunte muito porque. Se você convive com um pisciniano, vai aprendendo aos poucos a respeitar as intuiçoes dele também. Ou entao, um pisciniano poderia estar nesse momento empenhado de corpo e alma em trabalhar para ajudar as vítimas do terremoto, nao em palavras, mas com suas açoes, ajudando organizaçoes, grupos comunitários, os vizinhos, colegas, amigos. E os desconhecidos também.

Isso é um estímulo aos piscinianos, que às vezes tem tanta resistência em confiar na sua intuiçao, a que tratem de conviver construtivamente com sua natureza, e contribuam nesse mundo com aquilo que vocês tem: solidariedade, capacidade de doaçao, e espaço no coraçao para todas as pessoas.

O mundo precisa disso.


MILAGRE E MAGIA

23 de fevereiro de 2010

…mas que magia é essa,
que milagre é esse…?
(pequeno trecho da cançao “Dona Benta”, do Sitio do Pica Pau Amarelo…)

Lá estava eu de novo, olhando para as mesmas estrelas, no mesmo lugar em que se plantaram dentro de mim as primeiras sementes da astrologia.

Praia.

E lá estavam elas: as três marias. Tudo parecia igual. Desnecessário dizer, claro que nao era tudo igual.

Mas céu, estrelas e mar… algo nessa conjunçao me levou a pensar sobre a inspiraçao do mar sobre nós, o efeito que nos provoca. Como diz a letra da cançao, qual é essa magia, qual é o milagre que se produz? Duas palavras tremendamente piscinianas.

Devo confessar que estou há dias “namorando” a tela do computador, sem saber bem por onde começar as minhas infinitas reflexoes sobre esse signo. Talvez isso em si já seja uma marca de peixes: difícil definir, expressar, materializar. Magia e milagre, coisas tao sutis, coisas do inexplicável. Tenho certeza que a mençao de céu, estrela e mar pra um pisciniano nao precisa de muito mais explicaçao. O resto fica por conta da imaginaçao deles, que é uma caixinha de pandora, tem de tudo ali dentro, é inesgotável.

Peixes é a água do mar (os outros signos de água, câncer e escorpiao, sao representados pela água de lagoa e pela lava de vulcao, respectivamente). Esse sentimento de infinito sem limites que o oceano nos produz, é exatamente a energia mais potente desse signo: aquilo que evoca dentro de nós o transcendente, aquilo que as palavras nao alcançam traduzir.

Isso é peixes, pra começar a falar dele. Subjetivo demais? Pois é assim esse arquétipo. Mas nao se iludam pensando que subjetividade é sinônimo de fraqueza ou debilidade. É só pensar num tsunami. Dispensa comentários.

Dia desses estava conversando com um taurino, e ele me disse que tem “nervoso de mar”, “é tudo muito aberto, sabe? “.

Sei.

Imagino que um taurino possa realmente ter essa sensaçao na beira do mar.
É um convite a fundir-se com o horizonte, a esquecer que somos uma pessoa aqui desse lado do oceano, e perder-se nesse grande planeta, a Terra.
Dá susto, sim. E às vezes até nos próprios piscinianos.

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foto do Rio da Prata, desde a rambla de Montevideo. É um rio, mas como nao se vê o outro lado, só o horizonte, eles carinhosamente o chamam de “mar dulce”. E ai de quem disser que vai tomar banho no rio!!


TASHI DELEK

15 de fevereiro de 2010


Essa é a saudaçao tibetana para “Feliz Ano Novo”. Para muitas culturas orientais, ontem dia 14 de fevereiro de 2010 foi celebrado o Ano Novo (Ano do Tigre de Ferro, ano 2137). Essa data nao é fixa, cada ano cai em um dia diferente. Por que? Eles utilizam um calendário lunar, e nao solar como o nosso. Entao um ano sao exatamente treze luas ( por luas entenda-se o período que vai de uma lua nova a outra).

Eu realmente desconheço a Astrologia oriental, quer dizer, tenho aquela leve idéia do que seja, o básico do básico. Nada suficiente para escrever sobre o assunto, mas quero deixar registrado essa diferença cultural, já que começei o ano falando de respeito às diferenças. Eles contam o tempo diferentemente de nós, no Ocidente.

O mundo tem infinitas facetas.

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No dia 18 de fevereiro, às 15h35 (hora solar para Porto Alegre), o sol entra no signo de Peixes.

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Registros feitos, aviso aos leitores que estarei de férias nessa semana, e novos posts só a partir do dia 22/ 02. Na verdade, esse post já está sendo escrito inspirado pelas ondas do mar…


RETORNO DE SATURNO, segunda parte

21 de outubro de 2009

P8170438

De acordo com nosso mapa natal o tema “limites, tempo, estruturas, paciência” terá um significado muito diferente.

Desmistificando: nem sempre o retorno de saturno é um momento difícil na nossa vida. Eu mesma passei meu retorno de saturno muito tranquilamente, mas já nao poderia dizer o mesmo a respeito de trânsitos de outros planetas …

Saturno também corporiza a face do Mestre. A gente pode pensar em um mestre igual àquele do Harry Potter, com uma barba branca comprida, que conduz o seu discípulo com muita segurança, e no tempo correto de cada aprendizagem. Mas nem sempre nós queremos esperar e aprender as coisas no seu tempo certo.

Aí está parte do nosso processo de crescimento. Saber reconhecer nessa aparente limitaçao um aprendizado sobre o tempo; sobre o amadurecimento; sobre aquilo que só se constrói e consolida através da experiência que só tempo nos traz.

Talvez para um ariano, leonino ou sagitariano (signos do elemento fogo) seja um período meio claustrofóbico, nao dá pra correr na velocidade normal. Para os taurinos, virginianos e capricornianos (signos de elemento terra), pode ser mais confortável, já é o chao deles mover-se com calma. Para os geminianos, librianos e aquarianos (signos de elemento ar) também é meio angustiante por que parece que o seu mundo de mil idéias e possibilidades (a imaginaçao dos signos de ar é um prodígio!) encontra obstáculos de ordem prática, daquele tipo que eles adoram ignorar… Para os signos câncer, escorpiao e peixes, do elemento água, quem sabe seja uma excelente oportunidade para começarem a colocar um pouco de ordem na vida…

Isso é apenas uma tentativa de ilustrar como o mesmo momento astrológico é vivido de diferentes maneiras por cada pessoa.

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Escolhi essa foto, tirada no Cajón del Maipo/ Chile, em agosto de 2008. Acho que as montanhas ensinam muito sobre o tempo…


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