ASTROLOGIA, UMA HISTÓRIA

19 de abril de 2010

Uma das leitoras do blog me pediu para que eu escrevesse um pouco sobre a história da astrologia. Eu gostei. Primeiro por que gosto quando os leitores fazem solicitaçoes; segundo por que eu sou fascinada por história. Deve ser por causa de tantas histórias que escutei quando criança, contadas pelas minhas tias avós, que traziam os personagens reais da vida delas (que eu nao conheci) como se fossem personagens saídos de um baú – ou pelo menos assim eu imaginava…

Mas voltando à astrologia, fui buscar um pouco meus textos mais antigos e coisas que eu já havia escrito sobre o tema, e aí… parece que é uma infinidade de coisas pra dizer.

Por que na base do surgimento da astrologia há vários pontos “polêmicos”, assuntos que tem sucitado discussoes, divergências, posicionamentos diametralmente opostos. Diversidade de idéias. Entao passar muito por cima desses pontos… sei nao.

Vamos do começo: desde a antiguidade, o homem tem utilizado a astrologia como um conhecimento diário. É difícil precisar suas origens, mas os primeiros registros que conhecemos datam de aproximadamente 3000 a.c., com os Caldeus, Babilônios e Sumérios.

Em um determinado momento, o ser humano percebeu que existiam movimentos repetitivos no céu: ele observava o sol, com seu ciclo diário de luz e calor e sua trajetória visível no céu, que em certas épocas do ano era mais ou menos longa. Obervava a lua e percebia que sua forma variava também em ciclos que estavam profundamente relacionados com eventos de sua vida cotidiana ( partos, momento de plantar, de colher, etc). Observava que existiam “estrelas” que eram visíveis no céu em determinados períodos do ano, que algumas se moviam e outras nao, e que também existia uma ordem subjacente que se repetia nesses movimentos.

A astrologia, portanto, nasce dessa observaçao do céu, da vida, e dessa profunda interdependência entre eles.

Já no século XX o psicólogo Carl Gustav Jung chamou a essa correspondência entre os movimentos celestes e nossa vida de “sincronicidade”.

Ressaltando entao o primeiro ponto sobre a história da astrologia: ela surge como uma tentativa de compreender o universo que nos cerca. Foi um primeiro impulso no sentido de unir os fenômenos do nosso cotidiano e (re)significá-los.

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segue no próximo post


MILAGRE E MAGIA

23 de fevereiro de 2010

…mas que magia é essa,
que milagre é esse…?
(pequeno trecho da cançao “Dona Benta”, do Sitio do Pica Pau Amarelo…)

Lá estava eu de novo, olhando para as mesmas estrelas, no mesmo lugar em que se plantaram dentro de mim as primeiras sementes da astrologia.

Praia.

E lá estavam elas: as três marias. Tudo parecia igual. Desnecessário dizer, claro que nao era tudo igual.

Mas céu, estrelas e mar… algo nessa conjunçao me levou a pensar sobre a inspiraçao do mar sobre nós, o efeito que nos provoca. Como diz a letra da cançao, qual é essa magia, qual é o milagre que se produz? Duas palavras tremendamente piscinianas.

Devo confessar que estou há dias “namorando” a tela do computador, sem saber bem por onde começar as minhas infinitas reflexoes sobre esse signo. Talvez isso em si já seja uma marca de peixes: difícil definir, expressar, materializar. Magia e milagre, coisas tao sutis, coisas do inexplicável. Tenho certeza que a mençao de céu, estrela e mar pra um pisciniano nao precisa de muito mais explicaçao. O resto fica por conta da imaginaçao deles, que é uma caixinha de pandora, tem de tudo ali dentro, é inesgotável.

Peixes é a água do mar (os outros signos de água, câncer e escorpiao, sao representados pela água de lagoa e pela lava de vulcao, respectivamente). Esse sentimento de infinito sem limites que o oceano nos produz, é exatamente a energia mais potente desse signo: aquilo que evoca dentro de nós o transcendente, aquilo que as palavras nao alcançam traduzir.

Isso é peixes, pra começar a falar dele. Subjetivo demais? Pois é assim esse arquétipo. Mas nao se iludam pensando que subjetividade é sinônimo de fraqueza ou debilidade. É só pensar num tsunami. Dispensa comentários.

Dia desses estava conversando com um taurino, e ele me disse que tem “nervoso de mar”, “é tudo muito aberto, sabe? “.

Sei.

Imagino que um taurino possa realmente ter essa sensaçao na beira do mar.
É um convite a fundir-se com o horizonte, a esquecer que somos uma pessoa aqui desse lado do oceano, e perder-se nesse grande planeta, a Terra.
Dá susto, sim. E às vezes até nos próprios piscinianos.

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foto do Rio da Prata, desde a rambla de Montevideo. É um rio, mas como nao se vê o outro lado, só o horizonte, eles carinhosamente o chamam de “mar dulce”. E ai de quem disser que vai tomar banho no rio!!


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